Do início deste ano até 17 de janeiro, duas pessoas morreram em Mato Grosso do Sul devido à SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) provocada pelo H3N2, subtipo do vírus influenza. O número foi divulgado no último boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria Estadual de Saúde).
O documento não detalha se os casos estão também relacionados à gripe K, uma linhagem do H3N2 que foi identificada no Brasil pela primeira vez em dezembro do ano passado, segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). A reportagem pediu mais informações à assessoria da pasta e aguarda retorno.
Mato Grosso do Sul foi o primeiro estado a ter a gripe K identificada. Até 22 de dezembro, a SES havia confirmado 12 pessoas infectadas, mas nenhuma morte. Os pacientes têm entre três meses e 87 anos de idade e moram em Campo Grande, Costa Rica, Nioaque, Ponta Porã e Três Lagoas.
Óbitos – As pessoas que morreram por H3N2 este ano moravam em Corumbá e Sidrolândia. A primeira morreu em 7 de janeiro, aos 92 anos, e tinha problemas de saúde no coração e no pulmão. Já a outra morreu em 14 de janeiro, tinha 65 anos e comorbidade que causava imunodeficiência.
No ano passado, o subtipo do vírus provocou 10 mortes no Estado. Em relação ao vírus influenza, o que mais causou óbitos foi o H1N1, inclusive, em quantidade recorde na série histórica monitorada pela SES desde 2009: foram 127 vítimas.
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