Empresário de 22 anos executado no quintal de casa na região do Bairro Novos Estados já havia sido preso em janeiro de 2025 por atirar contra uma borracharia no Bairro Estrela Dalva II. Na ocasião, o rapaz efetuou 8 disparos de pistola 9 milímetros contra o imóvel e em seguida fugiu.
Conforme o boletim de ocorrência registrado na época, o crime aconteceu na noite de 29 de janeiro. Equipe da Romu (Ronda Ostensiva Municipal) fazia patrulhamento pela região e foi parada por viatura da PM (Polícia Militar), os policiais relataram que uma caminhonete branca havia se aproximado do imóvel e efetuado aproximadamente oito disparos, depois o condutor fugiu.
As equipes continuaram o patrulhamento e encontraram a caminhonete. Após a abordagem, Matheus foi preso com uma pistola calibre 9 milímetros e 12 munições. Ele confirmou que não tinha o porte da arma e nem o registro.
O rapaz foi encaminhado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde o caso foi registrado como posse ou porte ilegal de arma de fogo. Em depoimento, ele declarou que trabalhava com compra e venda de joias, mas optou por falar sobre o caso apenas em juízo.
No dia 31 daquele mês, Matheus passou por audiência de custódia e o juiz Luiz Felipe Medeiros Vieira concedeu a liberdade provisória, ao considerar os bons antecedentes do rapaz.
Chinelo da vítima perto de cadeira e cápsulas deflagradas no quintal da casa (Foto: Sofia Lupaes)
Execução
Matheus foi executado a tiros na manhã desta quarta-feira (22). Ao Campo Grande News, um pedreiro que estava na casa contou que o crime aconteceu por volta das 6h40. A vítima estava sentada em uma cadeira de fio no quintal do imóvel quando os atiradores chegaram.
“Parecia um faroeste. Fui para o muro alto me esconder. Pensei: se os caras forem matar mais gente, eu vou morrer. Tem umas 15 cápsulas caídas. Eu escutei os caras atirarem, aí deu uma pausa de uns 30 segundos, acho que trocaram o carregador, e continuaram atirando”, disse o trabalhador.
O homem que preferiu não se identificar contou ainda que o imóvel foi comprado pela vítima em janeiro deste ano e que ele estava reformando para se mudar com a família. Matheus é natural de Camapuã e a esposa está grávida de cinco meses.
“Pessoas humildes, moravam em Camapuã. O pai dele tinha terra, vendeu e deu um capital de giro para ele. Ele comprava e vendia carros e motos”, explicou o pedreiro, que conhecia a vítima há três anos.
Equipes da Polícia Militar, do Batalhão de Choque e da Polícia Civil estiveram no local, mas ninguém falou com a imprensa. Vizinhos afirmaram que ouviram os tiros, mas pensaram ser barulho de motocicletas até que a informação do crime passou a circular no grupo do bairro.
Até o momento, foram recolhidas ao menos 13 cápsulas no local que fica na Rua Itapuã e a suspeita inicial é de que o homicídio tenha relação com agiotagem. De acordo com informações iniciais, Matheus teria emprestado R$ 600 mil para o atirador.
campograndenews
You may also like
-
Mato Grosso do Sul não teve locais de votação alterados para segundo turno, diz TRE
-
Sindicato Rural de Chapadão do Sul cancela camarotes nas comemorações do aniversário do município
-
Seções da 48ª Zona Eleitoral do MS, que atende Chapadão do Sul e Paraíso das Águas não mudaram
-
Idoso confessa matar vizinho com tiro na cabeça e alega legítima defesa
-
Rota da Celulose prevê instalação de 82 torres de 4G para ampliar conectividade

