Mandados em MS miram rede usada para lavar R$ 453 milhões do Comando Vermelho

A PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (29), uma nova fase da Operação Contenção. A ofensiva mira diretamente o núcleo financeiro da facção criminosa CV (Comando Vermelho), responsável por esquemas bilionários de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas, e cumpre mandados em diversos estados do país, incluindo o Mato Grosso do Sul.

De acordo com a imprensa nacional, o principal alvo da ação é o núcleo financeiro da facção responsável por lavar mais de R$ 453 milhões do tráfico de drogas. O esquema era liderado por Antônio Ilário Ferreira, o “Rabicó”, apontado como tesoureiro do Comando Vermelho.

Até o momento, 17 criminosos já foram presos na ação que é coordenada pela DRE-CAP (Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital), do Rio de Janeiro, entre eles a esposa de Rabicó,  Raquel Neves dos Santos Mendonça, ele ainda não foi encontrado. A Justiça determinou pesadas medidas patrimoniais, como o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens.

Em Mato Grosso do Sul, a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) apoia o cumprimento dos mandados. No entanto, ainda não se sabe em quais cidades e quantos são os alvos da ação. É importante destacar que o Estado tem posição estratégica para as facções por conta da extensa fronteira seca com o Paraguai e a Bolívia, servindo como porta de entrada de armas e drogas.

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o principal objetivo desta fase da Operação Contenção é desarticular essa estrutura financeira interestadual, sufocando economicamente as lideranças da facção e cortando o fluxo de capital que financia a compra de novos carregamentos de drogas e armamentos de guerra.

Rabicó, alvo principal da ação, usava empresas ligadas ao setor de reciclagem e ao comércio de sucatas para movimentar milhões de reais. Ele transferia os valores entre contas de pessoas físicas e jurídicas para dificultar o rastreamento, fracionava o dinheiro e também emitia notas falsas em grande quantidade.

A Polícia Civil ainda identificou intensa circulação de recursos durante  a investigação. Além disso, foram encontrados indícios de receptação qualificada e de aquisição de materiais de origem suspeita e áreas de queima clandestina de cobre e estabelecimentos suspeitos ligados a Rabicó

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