Prefeito se emociona com relato de Wellington Torres, usuário do CAPS que encontrou em Chapadão do Sul o cuidado que não conhecia em nenhum outro lugar, e reafirma compromisso com a saúde mental humanizada.
A Prefeitura de Chapadão do Sul/MS, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do CAPS Centro de Atenção Psicossocial, encerrou nesta sexta-feira (22) a programação da Semana da Luta Antimanicomial com uma tarde marcada por emoção, acolhimento, cultura e integração. Ao longo da semana, diversas ações reforçaram a importância do cuidado humanizado em saúde mental, da inclusão social e do fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
Realizada entre os dias 18 e 22 de maio, a programação reuniu usuários do CAPS, familiares, profissionais da saúde, educação, esporte, cultura e comunidade em atividades voltadas à conscientização sobre o cuidado em liberdade e o combate ao preconceito. A semana contou ainda com apoio do Lions Clube de Chapadão do Sul e parceria entre diferentes setores do município, fortalecendo o trabalho em rede.
Um dos momentos mais marcantes aconteceu durante entrevista à Rádio Cultura FM, com a participação da coordenadora do CAPS, enfermeira Franciele Pereira, da médica especialista em saúde mental Patrícia Ando e do usuário Wellington Torres, natural de Bela Vista/MS. Com emoção e simplicidade, Wellington compartilhou sua trajetória de recuperação e o acolhimento recebido em Chapadão do Sul. “Me senti acolhido, ouvido e respeitado durante todo o tratamento. Não conheço outras cidades que realizem esse acompanhamento e esse cuidado mesmo após o fim da desintoxicação”, relatou.
O depoimento espontâneo de Wellington se tornou símbolo da campanha, evidenciando a importância da escuta, do acolhimento e do acompanhamento contínuo realizado pela equipe multiprofissional do CAPS. Durante a semana, a programação também contou com roda de conversa com familiares e usuários no Ginásio Carlos Archilha, atividades esportivas e recreativas, além da exibição do filme brasileiro “Bicho de Sete Cabeças”, na Cinemateca Municipal, promovendo reflexões sobre saúde mental, dignidade e reinserção social.
O encerramento aconteceu na Secretaria Municipal de Educação e Cultura, em uma tarde de convivência coletiva com música, artesanato, pintura, dança, capoeira e oficinas culturais conduzidas com apoio do Projeto Música e Arte. O prefeito Walter Schlatter destacou que o relato de Wellington representa a essência do trabalho desenvolvido no município. “Cuidar da saúde mental é cuidar das pessoas com dignidade, respeito e humanidade.
O depoimento do Wellington nos emociona e mostra que Chapadão do Sul segue no caminho certo ao investir em um atendimento próximo, acolhedor e verdadeiramente humanizado”, afirmou. A secretária municipal de Saúde, Adriana Tobal, agradeceu o empenho das equipes envolvidas e ressaltou a importância das ações realizadas durante a semana. “Foi uma campanha construída com muito comprometimento e carinho, levando informação, acolhimento e conscientização para a população. E agradecemos especialmente ao Wellington pela coragem em compartilhar sua história”, declarou.
Para a coordenadora do CAPS, Franciele Pereira, a luta antimanicomial representa a construção de uma saúde mental mais humana e integrada à sociedade. “A saúde mental precisa ser tratada com empatia, respeito e acolhimento. Nosso objetivo é garantir que cada pessoa seja cuidada de forma integral, valorizando sua história, seus vínculos familiares e sua reintegração social”, destacou.
A médica Patrícia Ando também reforçou a importância do cuidado em liberdade e do fortalecimento dos vínculos sociais e familiares.
Mais do que uma programação simbólica, a Semana da Luta Antimanicomial reafirmou o compromisso de Chapadão do Sul com políticas públicas voltadas ao cuidado humanizado, à inclusão e ao respeito às pessoas em sofrimento psíquico, mostrando que saúde mental também se constrói com acolhimento, convivência e dignidade.
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