Das 21 obras e intervenções obrigatórias que a Motiva Pantanal tem de fazer na BR-163, em Mato Grosso do Sul, até 31 de dezembro de 2026, dentro do primeiro ano da nova concessão da estrada, sete, o equivalente a um terço, estão com o cronograma atrasado. A informação consta no Relatório Trimestral de Avaliação da Execução de Obras do Contrato de Concessão, elaborado pelo consórcio Houer-Encibra Verificação, responsável pela verificação independente.
O relatório, datado de fevereiro deste ano, aponta que, em algumas obras, a concessionária está com o cronograma bastante adiantado, como, por exemplo, nas duplicações dos trechos entre os quilômetros 454,5 e 460, com 5,5 quilômetros de extensão, em Campo Grande, e entre os quilômetros 535,2 e 546, com 10,8 quilômetros de extensão, em Bandeirantes. As intervenções estavam previstas apenas para o segundo ano do contrato e já estão em execução. O segmento na Capital atingiu 15,03% das obras executadas verificadas e o do interior, 16,86%.
Entre as obras obrigatórias do ano 1, a mais adiantada é a implantação de faixa adicional em 460 metros entre os quilômetros 11,08 e 11,54, em Mundo Novo. Conforme o documento do verificador independente, o planejamento previa atingir até o fim do período analisado 16,08% de execução, mas as obras chegaram a 93,23%.
Em contrapartida, a intervenção mais atrasada é a construção de um retorno em X na altura do quilômetro 543,820, em Bandeirantes. O planejamento era que essa obra alcançasse 19,46% de execução, mas atingiu somente 2,53%, conforme informado pela concessionária.
O relatório aponta ainda que um pacote com 20 acessos previstos no PER (Programa de Exploração da Rodovia) ainda não foi iniciado.
Diante desse quadro, o relatório da verificadora independente destaca que “embora o total geral apurado das obras permaneça acima do valor de referência, a distribuição desse resultado não é uniforme entre as obras avaliadas. Observou-se que, no comparativo por obra, algumas apresentaram valores acima, enquanto outras ficaram abaixo do previsto, evidenciando diferentes comportamentos de execução”.
O documento também indica que, diante da disparidade na situação das obras, é necessário continuar o monitoramento detalhado das obrigatoriedades da concessionária, visando identificar “causas pontuais, ajustar planejamentos e assegurar maior equilíbrio entre estimativas e resultados efetivamente executados”.
O Campo Grande News entrou em contato com a Motiva Pantanal para obter um posicionamento da empresa diante dos dados do relatório, mas, até a mais recente atualização da reportagem, ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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