Riedel lamenta decisão da Câmara em rejeitar terceirização da saúde em Campo Grande

O governador Eduardo Riedel (PP) lamentou a decisão da Câmara de Campo Grande, que rejeitou a terceirização da saúde do município. Nesta segunda-feira (11), o chefe do Executivo estadual defendeu o plano de ação de PPP (parceria público-privada).

Ao secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, Riedel disse ter lamentado a decisão da Câmara de Vereadores. A matéria queria privatizar duas unidades de saúde. “Não desista, confie no processo. Lamentei a decisão da Câmara”, disse diretamente ao gestor da pasta municipal.

Durante o evento de lançamento do plano de ação, Riedel defendeu a privatização como alternativa para a saúde pública. Riedel destacou que o atendimento de qualidade no SUS (Sistema Único de Saúde) seria um desafio do Brasil. Logo, pontuou que o papel do Executivo é gerenciar os projetos.

“A gente tem que parar um pouco com alguns conceitos que estão colocados, que estão lá atrás”, comentou. Em outro momento do evento, o governador defendeu que “esse tipo de discussão é uma página virada, a página que fica é quem é o parceiro.”

Riedel pontuou ainda que “às vezes o mesmo recurso que se aplica numa estrutura, que deixa a desejar, a gente vai aplicar nessa parceria, que, não tenho dúvida, vai mudar completamente a condição do atendimento”.

Votação na Câmara

A Câmara Municipal de Campo Grande rejeitou, na sessão de 5 de maio, um projeto de lei que poderia terceirizar serviços da saúde pública. A matéria foi bastante criticada por categorias da área e por entidades como o Conselho Municipal de Saúde.

Foram 17 votos contrários e 11 favoráveis. Veja como foi distribuído o placar:

Contra a terceirização da saúde:

  • André Salineiro (PL)
  • Ana Portela (PL)
  • Delei Pinheiro (PP)
  • Dr. Jamal (MDB)
  • Dr. Lívio (União)
  • Dr. Victor Rocha (PSDB)
  • Fábio Rocha (União)
  • Flávio Cabo Almi (PSDB)
  • Jean Ferreira (PT)
  • Landmark (PT)
  • Luiza Ribeiro (PT)
  • Maicon Nogueira (PP)
  • Marquinhos Trad (PV)
  • Neto Santos (Republicanos)
  • Otávio Trad (PSD)
  • Ronilço Guerreiro (Podemos)
  • Silvio Pitu (PSDB)
  • Veterinário Francisco (União)

A favor da terceirização:

  • Beto Avelar (PP)
  • Carlão (PSB)
  • Clodoilson Pires (Podemos)
  • Herculano Borges (Republicanos)
  • Junior Coringa (MDB)
  • Leinha (Avante)
  • Professor Juari (PSDB)
  • Professor Riverton (PP)
  • Rafael Tavares (PL)
  • Wilson Lands (Avante)

O presidente Papy (PSDB) não participa das votações, a menos que seja para desempatar.

Prefeitura explica projeto

A Prefeitura explica que o projeto-piloto para terceirizar o serviço em dois CRSs (Centros Regionais de Saúde) terá duração de 12 meses e que os servidores municipais serão remanejados para outras unidades de saúde.

O Executivo justifica que os CRSs do Aero Rancho e Tiradentes devem ser entregues a uma OSS (organização social de saúde) por conta do déficit de servidores, da necessidade de respeitar o limite prudencial de contratações e das imposições do decreto de contenção de gastos do ano passado.

Fonte Midiamax

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