Na manhã da quinta-feira, 16 de abril foi realizado um encontro, promovido pela Ampasul, Associação dos Produtores de Algodão de Mato Grosso do Sul e a Fundação Chapadão do Sul, entre a classe produtora e pesquisadores.
Motivou o encontro, a alta incidência da mosca-branca (bemicia tabaci) e a lagarta do cartucho (spodoptera frugiperda), nas diversas culturas, neste ano agrícola em Chapadão do Sul e região.
O seleto grupo de produtores, técnicos, gerentes de fazendas e pesquisadores, participantes ativos no encontro, resumiu a preocupação que as duas pragas estão promovendo no campo, aumentando os custos de produção e incertezas para a conclusão da safra de algodão, dos tratos culturais do milho safrinha e para o próximo ano agrícola.
Com o tema; Estratégias para Controle Eficiente no Sistema de Produção, Soja, Milho e Algodão, palestram do encontro e participam dos debates na mesa redonda, como fundamental apoio ao encontro, o Dr. Germison Vital Tomquelski (pesquisador, entomologista da Desafios Agro), a Drª Tatiane Lobak (Pesquisadora em Entomologia na Fundação Chapadão) e a Drª Suelen Cristina da Silva Moreira (Pesquisadora em Entomologia da Difusão Agrícola).

Os pesquisadores demonstraram o balanço dos trabalhos realizados sobre as duas pragas e destacaram a importância do manejo integrado, com utilização de agentes químicos e biológicos consorciados e específicos para cada caso e estágio da praga. Essa prática, além de promover melhor o controle, preserva a eficiência das moléculas dos defensivos.
Como em todos os casos, seja no combate às pragas e ou doenças, deve-se observar as tecnologias de aplicação, que começa no correto armazenamento dos defensivos, manipulação e aplicação, para maior eficiência e sustentabilidade do ecossistema. Um sistema que preserva ou promove o equilíbrio ambiental, favorece o surgimento e ação dos inimigos naturais, responsáveis por 80% do controle biológico nas diversas culturas.

Antes da tomada de decisão é fundamental o levantamento do técnico de campo (pragueiro), para um diagnóstico o mais preciso possível. Outra necessidade é a eliminação de plantas voluntárias (tigueras) que contribuem para a proliferação das pragas e doenças.
Alertam os pesquisadores, que as duas pragas em tela, sobrevivem e se proliferam também na natureza, fora das lavouras implantadas ou em áreas em pousio, o que significa que não serão totalmente controladas, ou erradicadas.
A intensidade da proliferação, principalmente da mosca-branca, que é migratória, o que dificulta o seu controle, depende ainda das condições climáticas, como foi este ano agrícola 2025/2026, que foi favorável.
Por: Norbertino Angeli
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