A greve do transporte coletivo de Campo Grande fez disparar o preço das corridas por aplicativo. Ou seja, o trabalhador que descobriu no ponto de ônibus sobre a paralisação ainda teve que ver a alta dos valores, com preços que não cabem no orçamento.
Um exemplo foi corrida de R$ 77,20 entre o Vivenda do Bosque e o Residencial Mario Covas, registrada na manhã desta quarta-feira (dia 22). Em dias normais, o valor é de R$ 30. Portanto, mais que dobrou.
A secretária Daniela Aparecida da Silva Rodrigues Costa, 46 anos, conta que o deslocamento por motocicleta, sempre mais barato do que de carro, estava R$ 50. O preço normal é de R$ 13,19. Ela se deslocava do Aquarius para a região da Chácara Cachoeira.
“Fiquei lá e não passou nenhum ônibus. Então, voltei aqui em casa para pegar internet para poder ver se tinha alguma notícia de ontem [sobre a greve], e avisar meu chefe. Arrumei carona para tentar ir ao terminal, para ver se não atraso muito para o trabalho”.
Funcionária abrindo portal de terminal para saída de ônibus (Foto: Marcos Maluf)
O Campo Grande News apurou que houve acordo entre os trabalhadores para que todos os ônibus saíssem exatamente às 6h das as garagens, 1h30 mais tarde que o habitual.
O presidente do STTCU (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande), Demétrio Freitas, afirmou que o movimento é referente ao atraso do pagamento do adiantamento salarial, previsto para o último dia 20, mas que ainda não ocorreu.
A reportagem entrou em contato com o Consórcio Guaicurus, que vai se manifestar por meio de nota.
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