Simone desiste de MS e anuncia candidatura por SP

Durante evento realizado nesta quinta-feira (12), em Campo Grande, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, anunciou que pretende disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A decisão marca uma mudança na trajetória política da sul-mato-grossense, que construiu a carreira eleitoral em Mato Grosso do Sul e chegou a ocupar cargos como prefeita, deputada estadual, vice-governadora e senadora.

Tebet diz que fez questão de comunicar aqui a mudança do seu domicílio eleitoral, estado onde nasceu e iniciou a vida pública, assim como o pai, Ramez Tebet. Segundo ela, o anúncio na Capital foi uma forma de demonstrar gratidão ao eleitorado local. “Anunciar minha decisão no Mato Grosso do Sul é uma forma de expressar minha gratidão ao estado onde nasci, onde mora minha família, onde estão meus amigos e a quem serei eternamente grata”, afirmou.

A ministra relatou que vinha sendo incentivada há meses a assumir um novo papel político em âmbito nacional. “Há seis meses tenho sido positivamente instigada a cumprir um papel em nome do país”, disse. Ao analisar o cenário eleitoral, ela destacou o desempenho obtido em São Paulo na eleição presidencial de 2022. “Fiquei surpresa ao constatar que São Paulo me deu mais de um terço dos votos na eleição presidencial, demonstrando grande aceitação às minhas ideias.”

A decisão também foi influenciada por articulações políticas em Brasília. Tebet revelou que o assunto foi discutido diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Segundo ela, o pedido para disputar o Senado paulista foi feito durante uma conversa com Lula no fim de janeiro e reforçado em reunião reservada no início de março.

“Diante da polarização política do país em 2026, compartilho que, em 27 de janeiro, durante uma conversa informal com o presidente Lula, de quase quatro horas no voo para o Panamá, discutimos o cenário político brasileiro”, relatou. “Na semana passada, em reunião reservada com o presidente, a pedido também do vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente solicitou claramente que eu fosse candidata ao Senado por São Paulo.”

Antes de aceitar o convite, Tebet afirmou que precisava resolver uma questão pessoal. A mãe da ministra,  Fairte Nassar Tebet, ainda alimentava a expectativa de que ela continuasse disputando cargos em Mato Grosso do Sul. “Decidi aceitar a missão após obter a aprovação da minha mãe”, contou. “Expliquei a situação a ela e ontem tomei a decisão de cumprir o chamado.”

A ministra também ressaltou que mantém laços pessoais e acadêmicos com São Paulo. “São Paulo representa uma ponte para mim. Foi onde fiz meu mestrado, onde construí minha projeção política e onde sempre visito minhas filhas.”

Apesar do anúncio da futura candidatura, Tebet ainda não definiu a filiação partidária, se continua ou não no MDB. O destino mais comentado nos bastidores hoje é o PSB (Partido Socialista Brasileiro), de Alckimin.

Segundo ela, a decisão precisa ser tomada até o início de abril. A ministra também informou que deixará o cargo no governo federal para disputar a eleição. O prazo legal para desincompatibilização é 4 de abril, mas ela afirmou que pretende sair antes.

“Em relação à minha saída do governo, informo que o prazo final para deixar o Ministério é 4 de abril. Acredito que a transição ocorrerá até o final do mês”, declarou.

O anúncio ocorre poucos dias após a divulgação de pesquisas eleitorais que colocam Tebet entre os nomes mais competitivos na disputa ao Senado em São Paulo, cenário que reforçou as articulações para que ela concorra no maior colégio eleitoral do país.

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