Menina de 9 anos morre e suspeita é de participação em “desafio do desodorante”

A morte de uma menina de 9 anos em Campo Grande, nesta quarta-feira (4), acendeu um alerta preocupante para pais e educadores sobre os chamados “desafios virais” da internet. A suspeita é de que a criança tenha participado do chamado desafio do desodorante, prática perigosa que circula principalmente em redes sociais e incentiva a inalação de aerossóis.

De acordo com o registro policial, o pai da menina relatou que saiu de casa com a esposa para uma consulta médica do filho recém-nascido e deixou a filha aos cuidados de uma tia. Quando voltou por volta das 14h20, perguntou pela criança e foi informado de que ela estaria dormindo. Ao tentar acordá-la, porém, ela não respondeu. A menina estava deitada de bruços e com um tubo de desodorante próximo ao corpo.

Segundo o relato, ela apresentava lábios roxos e não reagia. O pai ainda tentou reanimá-la com respiração boca a boca e massagem cardíaca. Durante a tentativa de socorro, a criança chegou a vomitar, mas não voltou a respirar.

Então, ela foi levada por meios próprios ao UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Universitário, onde equipes médicas também tentaram reanimação, sem sucesso. O óbito foi constatado por volta das 15h de ontem. O caso foi registrado como morte decorrente de fato atípico e exames necroscópicos devem apontar a causa da morte.

A suspeita é de participação no chamado desafio do desodorante e reacende o alerta de especialistas sobre os chamados “desafios virais” da internet, conteúdos que se espalham rapidamente nas redes sociais e incentivam crianças e adolescentes a realizar ações de risco em busca de curtidas, visualizações e popularidade online.

Entre os exemplos mais conhecidos estão desafios como o do desodorante, do Superman, do desmaio e da tarja preta, que têm se espalhado em velocidade cada vez maior nas plataformas digitais. O que antes era visto como uma prática isolada, muitas vezes copiada de um influenciador ou youtuber, hoje passou a circular de forma organizada em grupos nas redes sociais.

Especialistas explicam que muitos desses desafios são compartilhados por meio de links que levam os adolescentes a grupos privados, onde os participantes recebem propostas de “brincadeiras” que envolvem comportamentos extremos. Em nome da visibilidade na internet, são sugeridas práticas perigosas como ingestão de grandes quantidades de medicamentos, inalação de aerossóis, sufocamento e até automutilação

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