O advogado Jean Carlos Cabreira, de 43 anos foi preso na madrugada deste sábado (7) após efetuar um disparo de arma de fogo na Rua Afro Puga, no bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande. A Polícia Militar apreendeu uma pistola calibre 9 milímetros durante a abordagem.
Segundo o boletim de ocorrência, a PM (Polícia Militar) foi acionada após denúncia anônima informando que o condutor de um veículo Hyundai Creta, de cor chumbo, teria efetuado um disparo nas proximidades da Avenida Marquês de Herval. O suspeito foi descrito como um homem careca, que usava óculos.
No local, os policiais localizaram o veículo estacionado na via e realizaram a abordagem dos ocupantes. Durante a vistoria no carro, foi encontrada uma bolsa sob o banco do motorista contendo uma pistola Taurus modelo G2C, um carregador e duas munições intactas de calibre 9mm. A arma estava carregada e pronta para uso.
Jean afirmou ser o proprietário e não possuía registro nem porte da arma. Questionado sobre o disparo, ele confirmou ter efetuado o tiro e alegou que agiu por “besteira”, afirmando ainda ter um desafeto, sem fornecer mais detalhes.
O advogado foi encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, juntamente com o veículo e o armamento apreendidos. Ele não apresentava lesões e solicitou contato com sua advogada. O caso foi registrado como disparo de arma de fogo e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Histórico – Jean atuou na defesa do serial killer Cleber de Souza Carvalho, o “Pedreiro Assassino” e em 2020 protagonizou confusão na Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) durante flagrante de cliente por tráfico. Ao chegar na unidade policial, na quarta-feira à noite, chamou os policiais de “malandrinho”, acusando-os de terem feito interrogatório sem a presença dele. O caso virou boletim de ocorrência de desacato.
Três meses antes, ele já tinha entrado em atrito com a equipe policial no Cepol (Centro de Polícias Especializadas). Ele também teve um boletim de ocorrência registrado pelo delegado Carlos Delano, que atuava no caso do “Pedreiro Assassino”, por calúnia. O advogado acusou a autoridade policial de vazar informações sobre o caso e tentou anular procedimentos da polícia.
O advogado também foi denunciado por agredir um homem no dia 14 de setembro de 2024. Na ocasião, eles estavam em uma tabacaria no Bairro Nova Lima, quando houve uma briga. Jean deu um soco no rosto do segurança do local. Depois, ele ainda tentou agredir policiais militares e, ao ser colocado na viatura, deu cabeçadas e chutes no veículo.
Em março de 2025, Jean foi preso por desacato e por dirigir veículo automotor sob influência de álcool. Na ocasião, o advogado chamou policiais militares de “arrombados” quando abordado na Rua 14 de Julho, no Centro de Campo Grande.
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