Calor aumenta demanda e água de coco vai de R$ 3,90 a R$ 29,50 em Campo Grande

Com o verão se aproximando e os termômetros já passando dos 30°C, as vendas de coco aumentaram em Campo Grande. Nesta sexta-feira (5), a reportagem percorreu cinco pontos da cidade para conferir quanto custa se refrescar com a fruta queridinha da estação.

A primeira parada foi no Parque das Nações Indígenas, no Portão Kaiowá. No trailer de André Bastianello, 60 anos, a água de coco é vendida a partir de R$ 12. Para levar, há garrafas de 500 ml, também por R$ 12, e de 1 litro, por R$ 24. “Essa é a média daqui. Nessa região, a água é vendida por R$ 12 a R$ 15. Dificilmente você vai encontrar por R$ 10”, afirma.


Segundo André, dezembro começou com aumento expressivo na procura. As vendas saltaram de 50 unidades por dia para cerca de 160. “Com o aumento, o coco chegou a ficar escasso por um tempo. Tive até que procurar outro distribuidor.”

No Tiradentes, na Avenida Marquês de Pombal, próximo ao Gastrota, Marcos Leandro, 38 anos, vende a água de coco por R$ 10. As garrafas custam R$ 11 (500 ml) e R$ 22 (1 litro). “Faço esse preço há um bom tempo, apesar de já terem subido. Hoje, a venda em Campo Grande varia entre R$ 12 e R$ 15.”

Para garantir estoque, Marcos diz que é preciso correr atrás dos fornecedores. “Tem dias que você precisa ser rápido e comprar logo quando o caminhão chega. Se demorar, não consegue comprar no mesmo dia, porque acaba.”

Na Avenida Doutor Fadel Tajher Iunes, no Carandá Bosque, o Coco do Galã vende a água por R$ 13,50. Às segundas-feiras, o preço cai para R$ 10. O local também oferece copo de 300 ml por R$ 11,50 e garrafa de 1 litro por R$ 29,50.

Para quem busca preço mais baixo, a melhor alternativa é comprar direto do distribuidor. Um deles fica na Rua Calarge com a Rua Pedro Celestino. “Para varejo, o valor é R$ 7 gelado e R$ 5 natural, que é o de revenda no atacado”, explica Lincoln Franco, 34 anos, proprietário do Coco Gelado.

Lincoln conta que os frutos são de produção própria e vêm do Nordeste. Apesar da alta na procura, não houve falta de produto, mas ele alerta para possível reajuste de preços nas próximas semanas. “O preço sobe agora porque a demanda no Nordeste aumenta por causa das praias. No ano passado chegamos a pagar R$ 4 no coco comprado lá”, relembra.

Na Esquina do Coco, na Avenida das Bandeiras com a Avenida Fábio Zahran, a fruta custa R$ 5, gelada ou natural. As unidades vindas da Bahia já estão mais disputadas. “Sentimos aumento tanto no atacado quanto no consumo aqui. Também fazemos encomendas”, diz a gerente Marineia Rosa de Queiroz, 44 anos.

Ela reforça que o atacado sai por R$ 3,90, com compra mínima de 20 unidades. “A procura sempre fica grande até fevereiro. Só diminui nos períodos mais chuvosos, quando até quem revende costuma comprar menos”, explica.

campograndenews

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