Os radares de Campo Grande funcionam em caráter educativo até o final desta terça-feira (18). A partir de amanhã, motoristas que ultrapassarem o limite de velocidade passam a ser multados. Nas ruas, a mudança gerou reações distintas, mas a maioria avalia que a fiscalização ajuda a reduzir acidentes e melhora o hábito dos condutores.
Desde 1º de novembro, os equipamentos começaram a ser instalados e a operar gradualmente em 212 faixas de Campo Grande. Nesta primeira fase, não houve aplicação de multas. O novo contrato do sistema de fiscalização tem duração de dois anos, com possibilidade de prorrogação por até dez anos e valor de R$ 47,9 milhões.
A motorista de aplicativo Thaynara Tremestin Torres, 30 anos, afirma que já vinha respeitando a velocidade, mesmo sabendo que os equipamentos ainda não estavam multando. Para ela, a presença dos radares é positiva porque muitos condutores só tomam cuidado quando a punição pesa no bolso.
Thaynara também percebeu avanços na sinalização, que, segundo ela, tem facilitado a adaptação dos motoristas. Para outros condutores, o impacto é ainda mais direto. O representante comercial Marcos Vitor Rodrigues Ribeiro, 33 anos, que também trabalha como motorista de aplicativo, notou que o trânsito ficou mais lento e, ao mesmo tempo, mais seguro ao longo do dia.
Ele relata que, em cidades como Dourados, o comportamento dos condutores também mudou quando a fiscalização voltou e acredita que Campo Grande deve seguir o mesmo caminho.
Já o aposentado Carlos Domingos Carrilho Gomes, 65 anos, avalia que a discussão vai além da multa. Ele defende os radares, mas acredita que só punir não resolve se não houver educação de trânsito contínua. “Tem que ser dentro de casa. Se deixar só para a escola ou para os agentes, não resolve”, afirmou.
O vidraceiro Jocelino de Souza Lima, 65 anos, reforça que os radares influenciam diretamente o comportamento dos condutores. “Muda totalmente. Para quem anda certinho, é bom, mas falta muita sinalização”, reclama.
Os equipamentos substituem os instalados pelo contrato de 2018 com o Consórcio Cidade Morena, cujo prazo encerrou em setembro de 2024. Entre 2024 e 2025, o sistema operou de forma irregular, o que levou à suspensão judicial de 196 mil multas.
Campograndenews
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