O homem apontado como terceiro envolvido na morte do soldado da PM (Polícia Militar), Marcelo Pimenta da Silva, já havia jurado outros policiais de morte e era considerado um criminoso de perfil mais agressivo e ousado, segundo o comandante do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), tenente-coronel Rigoberto Rocha.
Em entrevista neste sábado (11), Rocha afirmou que Waldiney Junior de Souza Alfonso, de 29 anos, fazia ameaças contra agentes de segurança, ostentava armamento e dinheiro e tinha uma estrutura que, na avaliação da polícia, fugia do padrão normalmente encontrado entre criminosos. “Jurando outros policiais de morte, falando de uma forma bastante agressiva, demonstrando armamento, dinheiro. Um elemento bastante agressivo, que foge do nosso criminoso rotineiro”, afirmou o comandante.
Segundo Rocha, esse tipo de comportamento, aliado a métodos considerados “mais apurados”, levou à atuação do batalhão especializado. “Um perfil mais ousado, que tem uma logística mais apurada. Aí o Bope sempre vai entrar em ação”, disse.
Waldiney Junior de Souza Alfonso publicava fotos com armas nas redes sociais (Foto: Facebook/Reprodução)
Waldiney era procurado desde o assassinato do soldado Marcelo, ocorrido em 30 de junho, durante uma perseguição policial em Corumbá. Ele foi localizado na noite de sexta-feira (10), em uma propriedade rural, e morreu após ser atingido em confronto com policiais, segundo a versão oficial.
Ao comentar a mobilização policial depois da morte de um integrante da corporação, Rocha afirmou que a comoção existe no momento da despedida, mas que, depois disso, os agentes voltam a concentrar esforços na busca pelos suspeitos. “A gente acredita muito que a polícia é reflexo do cidadão. O tenente-coronel Rocha não é diferente do senhor, não. Essa parte da comoção entra no sentimento do policial, mas só naquele momento, só no momento da despedida. A partir dali, ele tira toda essa dor do peito, coloca o colete e vai”, declarou.
O comandante também rejeitou a ideia de que a operação fosse uma caçada por vingança e afirmou que o objetivo era localizar e capturar o procurado. “Vai, mas não caçar. Ele vai buscar informações, tentar rastrear e capturar esse elemento para que ele pague pelo que fez. Se ele se render, ele vai ser preso e, se ele confrontar, fatalmente será atingido e vai ter um desfecho pior”, disse
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