As regiões norte e nordeste de Mato Grosso do Sul estão vivendo um ano atípico em relação ao volume e distribuição das chuvas, principalmente neste verão.
A época do ano e o final da primavera são fundamentais para o desenvolvimento vegetativo das culturas da soja, milho e algodão, as principais cultivadas em Mato Grosso do Sul, e neste ano agrícola (2025/2026) passam por estresse hídrico.
Além das culturas anuais, a falta de chuva regular e volumosa, preocupa também os pecuaristas, que esperam no verão uma boa recuperação das pastagens.
Segundo os pesquisadores da Fundação Chapadão, a “construção” do solo, através das boas práticas agronômicas, já comprovadas, como a boa cobertura e a rotação de culturas, são fundamentais para enfrentamento da falta de chuva regular. A ILP, Integração Lavoura Pecuária é um exemplo de boas práticas para construção de um solo com capacidade de armazenar água por mais tempo.
Outra alternativa para auxiliar o enfrentamento da falta de água no solo é a aplicação de micronutrientes como o magnésio, boro e os bioestimulantes, apontam os pesquisadores.
Já existe variedade de soja tolerante à seca, mas sabe-se que o seu potencial produtivo é reduzido, se comparado aos materiais cultivados nas regiões norte e nordeste de MS. “Como nessas regiões, a falta de chuvas regulares é rara, os produtores não priorizaram o plantio desses materiais”, apontam os pesquisadores.
No período crucial para preparo do solo e plantio da soja nas regiões norte e nordeste de Mato Grosso do Sul, que compreende o período de agosto a novembro, foram registrados nos campos experimentais da sede da Fundação Chapadão, acumulados de 330 mm, volume considerado normal para o período. Esse cenário levou o IBGE a anunciar novo recorde de produção de grãos no Brasil, durante a publicação do II Levantamento da Safra 2025/2026.
Ocorre que o verão, importante para o desenvolvimento das culturas anuais e das pastagens, o volume e distribuição das chuvas estão abaixo da média histórica, causando preocupação entre os produtores, principalmente nas microrregiões de solo arenoso.
Segundo a Fundação Chapadão, institutos de meteorologia informaram que a partir do dia 09 de janeiro somente, é que poderão ocorrer pancadas de chuva mais volumosas em Mato Grosso do Sul, principalmente na região sul do Estado. Levando em consideração o período do ano, a chegada da intensidade das chuvas pode não representar recuperação da produtividade naquelas lavouras prejudicadas pelo baixo índice pluviométrico já registrado. No final de janeiro e início de fevereiro a colheita da soja estará em andamento.
Fonte: Assessoria de imprensa Fundação Chapadão – 67-3562-8444 ou
e-mail: [email protected]
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