Uma operação realizada desde o começo de maio e encerrada no final da semana passada identificou crimes ambientais cometidos em terras indígenas guarani kaiowá, na região sul do Estado. Entre os problemas verificados, constaram produtos agrotóxicos proibidos ou vencidos e ainda desmatamento.
A operação envolveu MPF (Ministério Público Federal), Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas, Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul) e a Força Nacional de Segurança Pública. Durante cerca de duas semanas foram a áreas demarcadas em Dourados, Caarapó, Juti, Antônio João, Aral Moreira e Japorã.
Conforme divulgou o MPF, foram feitos 17 autos de infração e aplicadas multas que somam R$ 450 mil. Houve apreensão de 32,6 litros de produtos agrotóxicos sem registro no Brasil e 68 litros de produtos vencidos há mais de um ano. A operação ainda verificou retirada de madeira ilegalmente em área de Mata Atlântica.
Os servidores exigiram a apresentação de documentação que permitisse atividades nas aldeias, por indígenas ou não. O trabalho faz parte de ações que vem sendo desenvolvidas por um gabinete de crise criado em setembro de 2023 pelo Ministério dos Povos Indígenas para verificar violações em terras indígenas, como uso irregular de agrotóxico, inclusive de relato com pulverização aérea, já verificada em situações anteriores.
Para identificar produtos não autorizados, o Ibama utilizou espectrômetro portátil, ferramenta que permite a detecção de substâncias sem registro no Brasil, especialmente em áreas de fronteira com o Paraguai. Além da preocupação com a disseminação de veneno, há o temor com o reaproveitamento de embalagens por indígenas, com risco de contaminação.
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