Espaço fechado, pessoas aglomeradas ou muito próximas e dos mais diferentes bairros. Tais características fazem de hospitais e escolas as áreas com mais registros de surtos em Mato Grosso do Sul. Pelo menos foi assim em 2024, segundo dados do Boletim Epidemiológico de Notificação de Surtos do Cievs (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de MS).
Dos 112 casos registrados no Estado, 25 ocorreram em unidades e 14 em estabelecimentos de ensino. Conforme o boletim, “os surtos ocorreram em 18 locais diferentes com prevalência de 22% (25) em hospitais, 13% (14) em instituição de ensino, 10% (11) em unidade de longa permanência para idosos e 10% (11) unidades de saúde.”
Sobre medidas adotadas junto a esses estabelecimentos quando o surto foi identificado, o Cievs informou que foi feito isolamento de casos suspeitos e confirmados, além de definição de fluxo para atendimento médico, monitoramento dos envolvidos e coleta de amostras dos suspeitos para realização de exames.
Fora isso, em casos necessários foi feito bloqueio vacinal e orientação quanto ao uso de equipamento de proteção individual e ainda, limpeza e desinfecção do local com rastreio de contatos.
“Dos 79 municípios do estado do Mato Grosso do Sul, somente 30 municípios registraram a ocorrência de surtos em 2024. O município de Campo Grande é o principal notificador, correspondendo a 39% (44) das notificações de surtos no período analisado. Aquidauana foi o segundo notificador com 8% (9), seguido de Corumbá com 5% (6) e Ponta Porã com 5% (6)”, discorre o documento.
Doenças – Os 112 casos de surtos registrados envolveram cinco doenças principais: covid-19, varicela, doença diarréica aguda, influenza e síndrome mão-pé-boca. A Covid-19 foi responsável por 46% (52) dos surtos registrados, seguido de varicela com 15% (17) e doença diarreica aguda com 14% (16).
Outros casos foram de demais surtos como: conjuntivite, coqueluche, herpangina e febre maculosa. De cada uma delas ocorreram 12, três, dois e dois casos, respectivamente.
Quanto ao tipo do agente etiológico envolvido nos surtos – causadores das doenças – 78% (87) envolviam vírus, 10% (11) não foram especificados, 8% (9) bactérias, 4% (4) ácaros e 1% (1) fungo. “Além disso, os surtos com agente etiológico não especificado foram casos de doença diarreica aguda de transmissão hídrica e/ou alimentar, onde os indivíduos foram confirmados por meio de diagnóstico clínico-epidemiológico, não sendo realizado exame laboratorial”, cita o boletim.
Em relação às mortes decorrentes dos surtos, ocorreram três, sendo uma por cada uma das seguintes doenças: covid, doença diarreica aguda e varicela. Ao todo, foram registrados 3.236 casos suspeitos das doenças envolvidas, sendo confirmados 1.181.
Vale ressaltar que a grande maioria dos surtos ocorreram no mês de setembro, com 22 casos (20% do total), seguido por janeiro, com 19% ou 21 ocorrências. “A predominância de surtos relacionados a vírus, com destaque para Covid-19 e varicela, reforça a necessidade de fortalecimento das ações de monitoramento, notificação e resposta rápida”, finaliza o documento.
Fonte campograndenews
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