Snus, sachês de tabaco em pó ou nicotina, foram aprendidos em pacotes dos Correios, em Campo Grande, no início de janeiro. Pó doce, altamente viciante devido à elevada carga de nicotina que carrega, mas que traz riscos à saúde. Apesar de ter comercialização, produção e distribuição proibidas no Brasil, podem ser encontrados facilmente pela internet.
A apreensão em Mato Grosso do Sul foi a primeira no País. Os pacotes seriam despachados de Campo Grande com destino a Guaíba (RS). Foram 2.260 sachês, distribuídos em dezenas de embalagens com inscrição em sueco. Em inglês, alguns adesivos avisam: “esse produto não é uma alternativa segura ao cigarro” e “este produto pode causar câncer de boca”.
Por ter diferentes versões e sabores, são parecidos com cigarros eletrônicos, produtos que também têm venda proibida no Brasil. Os snus são liberados em alguns países da Europa e nos Estados Unidos. Dessa forma, pode ser adquirido na internet em sites focados no consumidor brasileiro, como o Snus Brasil, Mundo dos Snus e Clube dos Snus.
Os preços dos itens, com variados sabores e marcas, variam de R$ 150 até R$ 900. A reportagem do Campo Grande News entrou em contato com os sites citados, através dos e-mails disponíveis nas páginas, mas até o momento não teve resposta.
Riscos – Esses sachês contêm 6,5 mg de nicotina cada, o que representa 6,5 vezes mais do que a quantidade absorvida pelo corpo humano, se comparado ao uso do cigarro comum. São saborizados, com essências doces e usados entre a gengiva e a bochecha, sendo dissolvidos. Assim como os cigarros eletrônicos, os alvos são consumidores mais jovens.
“Ele tem alto poder viciante, dá sensação de prazer e cada sachê dura cerca de 20 minutos”, explicou o gerente de apoio ao sistema de Vigilância Sanitária da SES (Secretaria Estadual de Saúde), Matheus Moreira Pirolo.
Em comparação aos cigarros comuns, as consequências são muito mais rápidas. Pelo caráter viciante, o consumo aumenta gradativamente para que se obtenha a mesma sensação, tendo consequências danosas à saúde, como ressecamento na boca, surgimento de placas bacterianas, gengivite, perda dos dentes, cáries e câncer de boca.
Segundo Pirolo, há relatos no exterior que pessoas que sofreram ataque cardíaco pelo uso da substância, além de intensificar transtorno de ansiedade e depressão.
No caso do material apreendido em Campo Grande, a Vigilância Estadual busca identificar o remetente, para que ele possa ser autuado por infração sanitária e multado em R$ 3 mil. O relatório foi encaminhado às polícias Civil e Federal para segmento à investigação.
Fonte: CGNews
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