Um dos internos que compartilhava a cela com o preso que teve 90% do corpo queimado, durante incêndio na noite desta segunda-feira (15), confessou ter ateado fogo enquanto os dois estavam “cheirando tiner”. Os dois ocupavam cela do pavilhão onde ficam presos rivais do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Policiais penais foram “chamados” por outros internos, que começaram a bater grades e portas para chamar atenção, por volta das 18h. Os policiais perceberam o incêndio e apagaram com ajuda de extintores. Ao chegarem na cela, encontraram o interno, de 35 anos, sem roupas e completamente queimado.
Os policiais retiraram o preso da cela e encaminharam ao setor de saúde da unidade. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e encaminhou o interno, sob escolta, para atendimento hospitalar. Entretanto, a médica que o atendeu disse que o estado de saúde era gravíssimo e o interno precisou ser encaminhado para o Hospital da Vida.
Todos os outros presos da cela foram retirados e alojados em outra cela. Um dos internos confessou ter ateado fogo na vítima e disse “eu e ele estávamos cheirando thinner, aí tivemos um desacerto e começamos a brigar. Tomei a garrafa de thinner da mão dele e joguei, depois taquei fogo e eu queimei o cara (sic)”.
O caso será investigado como tentativa de homicídio. O preso foi conduzido para uma delegacia e a vítima precisou ser transferida para a Santa Casa de Campo Grande, em estado gravíssimo.
Segundo nota enviada pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), a cela foi isolada para perícia técnica. “Todos serão ouvidos e as circunstâncias do fato devidamente apuradas”, informou a nota.
Fonte: Midiamax
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