Campo Grande registrou, em 2026, seis casos de esporotricose em gatos e um caso em um humano. Os bairros mais vulneráveis para a doença, porém, não foram informados. Os dados são da Prefeitura de Campo Grande.
Conhecida popularmente como ‘doença do jardineiro’, a esporotricose é causada por um fungo encontrado na terra, em plantas, galhos, espinhos e materiais em decomposição. A doença pode atingir tanto animais quanto pessoas, mas, na cidade, os gatos estão entre os principais responsáveis pela transmissão para humanos.
Neste caso, a doença pode surgir quando o animal entra em contato com materiais contaminados, por exemplo, ao cavar a terra ou afiar as unhas em árvores. Assim, o fungo pode ficar nas patas e nas unhas e, caso o gato esteja infectado, pode transmitir a doença por meio de arranhões ou mordidas.
Além disso, a contaminação pode acontecer diretamente pelo contato da pele com terra, plantas, espinhos ou madeira contaminados.
Sintomas da esporotricose
Nos gatos, um dos principais sinais da esporotricose são feridas profundas na pele, que demoram para cicatrizar. Os machucados costumam aparecer principalmente na região da cabeça, do nariz e das orelhas, e podem apresentar inchaço e secreção. Casa haja feridas com essas características, a recomendação é procurar atendimento veterinário para o animal.
Já em humanos, a doença pode provocar pequenos caroços ou feridas avermelhadas na pele, que podem aumentar e se transformar em lesões que não cicatrizam com facilidade. Também podem surgir ínguas, principalmente próximas à região afetada.
Segundo o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses ), ao perceber sinais que possam indicar a doença em um animal, a orientação é não abandoná-lo e não tentar realizar o tratamento por conta própria. O ideal é evitar o contato direto, utilizar luvas ao manuseá-lo, mantê-lo separado de outros animais e procurar um veterinário ou o próprio CCZ para avaliação.
Agora, caso uma pessoa seja arranhada ou mordida por um animal com suspeita da doença, o local deve ser lavado imediatamente com água e sabão. Em seguida, é necessário procurar uma unidade de saúde para receber as orientações adequadas.
E como prevenir a esporotricose?
Segundo o CCZ, a prevenção também passa pelos cuidados com os animais. Manter os gatos dentro de casa e instalar telas para evitar fugas diminui o contato com animais desconhecidos e com ambientes que podem estar contaminados.
Já no caso dos humanos, como o fungo também pode estar presente em materiais orgânicos, o uso de luvas e calçados adequados durante o manuseio desses materiais ajuda a reduzir o risco de contato.
Apesar de exigir um tratamento prolongado, a esporotricose tem cura. Por isso, o CCZ reforça que, ao identificar sinais da doença, o animal não deve ser abandonado. Com acompanhamento adequado e o uso correto dos medicamentos, é possível tratar a doença e garantir o bem-estar do animal e a segurança de quem convive com ele.
Fonte: Midiamax
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