O homem encontrado morto com as mãos amarradas e uma lesão compatível com disparo de arma de fogo na região da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande, foi identificado como Edevaldo Alves de Mello, de 39 anos. Conforme apurado pelo Campo Grande News, ele era egresso do sistema prisional e havia sido preso por furto qualificado e falsa identidade no começo deste mês.
Conforme apurado pela reportagem Edevaldo residia em Campo Grande, mas era natural de Ladário. Em 5 de agosto, o homem foi preso na Rua Xangai, no Parque Residencial Azaleia, região do Bairro São Francisco. Conforme o registro policial, a Polícia Militar foi acionada por volta das 15h40 para atender uma ocorrência de furto.
Segundo o boletim, o homem foi visto observando imóveis da rua e, posteriormente, pulou o muro de uma casa vizinha, onde teria entrado com um alicate na tentativa de furtar fios. Quando os policiais chegaram ao imóvel, ele já havia saído.
Na sequência, a equipe foi até outra casa e encontrou o suspeito sobre o muro, tentando entrar no imóvel. Ao descer, ele caiu sobre uma pilha de ferros de construção e foi abordado pelos militares.
Ainda conforme o registro, o homem admitiu aos policiais que havia entrado na primeira residência para furtar fios ou outros objetos, mas não encontrou nada. Depois, decidiu invadir a segunda casa porque sabia que a moradora havia saído.
Com ele foram apreendidos um alicate, uma mochila com duas camisas, uma touca e uma faca de serra. O suspeito não apresentava ferimentos e foi levado para a delegacia. Enquanto registravam a ocorrência, os policiais descobriram que o homem havia informado um nome falso.
Edevaldo também possuía outros registros policiais. Conforme levantamento do Campo Grande News, havia processos anteriores por furto, ameaça e violência doméstica. Em junho deste ano, ele também havia sido preso em flagrante por furto qualificado em Campo Grande. Na ocasião, recebeu alvará de soltura no dia seguinte e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
Edevaldo foi encontrado morto na região da Cachoeira do Inferninho, com as mãos amarradas e uma lesão compatível com disparo de arma de fogo.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte e tenta esclarecer a motivação e a autoria do crime. A perícia foi acionada para analisar o local e recolher vestígios que possam ajudar na investigação.
Fonte campograndenews
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