A execução de Claudemar Ferreira Alves, 36 anos, teria sido encomendada por um detento identificado apenas como “Seis Dedos”, segundo informação dada por testemunha à polícia. O crime aconteceu durante a transmissão de uma partida de futebol da Copa do Mundo, na praça Lucas de Andrade Cardoso, conhecida como Arena da Família, no Bairro Alves Pereira, na noite de sábado (13).
Conforme o boletim de ocorrência, Claudemar estava em uma arquibancada de concreto na praça quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta Honda CG 160 vermelha. Os suspeitos chegaram a conversar com a vítima antes de seguirem juntos até o local onde ocorreu o crime.
Em seguida, um dos autores sacou uma arma de fogo e efetuou um disparo na cabeça da vítima. Após o tiro, os dois fugiram na motocicleta. Claudemar foi socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário, mas não resistiu aos ferimentos.
Ainda segundo o registro policial, a investigação aponta que o homicídio pode estar relacionado à disputa pelo tráfico de drogas na região. Há também a suspeita de que a execução tenha sido encomendada por R$ 30 mil por um detento conhecido pelo apelido de “Seis Dedos”.
O suposto executor foi identificado apenas como “Macaquinho”. No local, a perícia recolheu cápsulas de munição e vestígios de sangue. Uma testemunha relatou que viu os suspeitos chegando ao local momentos antes da execução e identificou o atirador pelo apelido.
A polícia também apura se a vítima pertencia a uma facção criminosa. Ele teria passagens por tráfico de drogas, estupro de vulnerável e outros crimes, tendo sido ameaçado de morte há algum tempo.
“Tragédia anunciada”
Moradores ouvidos pelo Campo Grande News afirmaram que o crime já era esperado, diante do histórico da vítima na região. Segundo relatos, o homem já havia sofrido atentados anteriores e era conhecido no bairro por envolvimento com o tráfico de drogas.
A principal linha investigativa aponta justamente para uma disputa pelo controle do tráfico na região. O suposto executor foi identificado apenas pelo apelido de “Macaquinho”. No local, a perícia recolheu duas cápsulas de munição e vestígios de sangue.
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