Um indígena de 77 anos é a sétima pessoa a morrer em decorrência de chikungunya em Dourados, a 251 km de Campo Grande. O município enfrenta uma epidemia da doença, está em situação de emergência em saúde e nesta terça-feira (14) chegou a 5.241 notificações, das quais 1.701 foram confirmadas, 780 descartadas e 2.760 estão em investigação.
De acordo com o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, criado pela prefeitura para coordenar o enfrentamento à epidemia, o homem fazia tratamento contra o câncer e apresentou os sintomas no dia 10 de fevereiro.
Ele morreu no dia 14 de março no Hospital Porta da Esperança, na Missão Evangélica Caiuá. Esse caso não estava na lista de óbitos com suspeita da doença, ou seja, três mortes ainda seguem em investigação. As outras seis vítimas também moravam na reserva indígena.
“Infelizmente as pessoas estão relativizando o problema e percebemos que muitas famílias não estão levando essa epidemia a sério”, afirmou hoje o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, coordenador-geral do centro de operações.
Apesar de a epidemia ter chegado a vários bairros da cidade, a saúde pública afirma que o maior volume de diagnóstico da doença continua concentrado nas aldeias indígenas, com 2.012 casos prováveis, 1.461 confirmados, 479 casos descartados, 545 em investigação e 399 atendimentos hospitalares.
As mortes em investigação são de um adolescente de 12 anos morador na reserva; de uma menina de 10 anos, que estava internada no Hospital Regional de Dourados; e de um homem de 63 anos de idade que estava internado no Hospital Unimed. Ele morava no Parque das Nações II, região onde foi diagnosticado o avanço mais forte da doença.
O Informe Epidemiológico divulgado hoje aponta que Dourados tem 40 pacientes internados com chikungunya, sendo 2 no Hospital Porta da Esperança, 21 no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados), 5 no Hospital Cassems, 8 no Hospital Regional, 1 no Hospital Unimed, 1 no Hospital da Vida e 2 no Hospital Evangélico. A taxa de positividade é de 68,6% dos casos notificados, considerada alta.
campograndenews
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