Mato Grosso do Sul tem 19 municípios na lista das 906 cidades do País afetadas pelo tarifaço de 50% imposto pelo presidente americano Donald Trump a alguns produtos brasileiros. Conforme levantamento divulgado pelo jornal O Estado de São Paulo, os municípios do Estado mais impactados são Campo Grande, Nova Andradina e Naviraí.
Os produtos são carnes e miudezas (US$ 117.535,84); preparações alimentícias diversas (US$ 2.462,35); máquinas, aparelhos e materiais elétricos; preparações de produtos hortícolas, frutas ou outras partes de plantas; caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos; instrumentos e aparelhos de óptica, fotografia, cinematografia, medida, controle ou precisão; instrumentos e aparelhos médico-cirúrgicos; açúcares e produtos de confeitaria; borracha; e gorduras e óleos.
Em segundo lugar no ranking dos municípios mais afetados em MS, surge Nova Andradina, que exportou US$ 37,90 milhões em carne para os EUA no ano passado. Naviraí ficou em terceiro lugar no volume de exportações para os americanos em 2024: US$ 31,58 milhões. Os produtos são carnes, açúcar e máquinas.
O prefeito Rodrigo Sacuno (PL) afirma que o frigorífico e a usina de álcool e açúcar são grandes empregadores em Naviraí. “Tomara a Deus que consigam novos mercados”. De acordo com ele, as plantas industriais seguem em produção e não sinalizaram ao Poder Executivo que podem encerrar atividade.
Cidades exportadoras – A lista de municípios que se destacam pelo volume de exportações também tem Anastácio (carnes), Bataguassu (carnes), Rio Brilhante (açúcares), Cassilândia (gordura e óleos), Paraíso das Águas (açúcares), Angélica (açúcares), Ivinhema (açúcares), Dourados (gorduras e óleos), Três Lagoas (papel e máquinas), Rochedo (carnes), Iguatemi (carnes), Paranhos (caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos), Itaquiraí (carnes), Ladário (metais preciosos), Paranaíba (veículos automóveis, tratores, ciclos e outros veículos terrestres, suas partes e acessórios) e Glória de Dourados (produtos à base de amidos ou de féculas).
O decreto de Trump afeta diretamente produtos como carne bovina in natura, sebo bovino, carnes salgadas, carnes desossadas, óleos de origem animal e filés de tilápia em Mato Grosso do Sul. Sozinha, a carne representa 45,2% das exportações de MS aos Estados Unidos.
Por outro lado, dois itens relevantes para a economia sul-mato-grossense ficaram de fora da lista: a celulose e o ferro-gusa, que juntos representam mais de 36% de tudo que o Estado vendeu aos norte-americanos em 2025.
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