Morreu no Hospital da Vida, em Dourados, Karina Corim, 29 anos, baleada pelo ex-companheiro na manhã de sábado (1º), na cidade de Caarapó, distante cerca de 274 quilômetros de Campo Grande. Se trata do primeiro feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul. Na data do crime, a amiga de Karina, Aline Rodrigues, 31 anos, também foi baleada e não resistiu.
Karina era dona de uma loja de acessórios para celular, que foi invadida por Renan Dantas Valenzuela, 31, na manhã de sábado. O rapaz não aceitava o fim do relacionamento de dois anos e foi armado até o estabelecimento da ex, que estava acompanhada da amiga Aline e mais uma cliente que olhava produtos expostos para venda.
As imagens das câmeras de monitoramento mostram que ele mandou a cliente sair do local. Karina estava de blusa vermelha, atrás do balcão, e Aline, de blusa laranja. Quando Renan começou a gesticular com a arma na mão, Aline tentou sair de trás do balcão, mas foi atingida pelos tiros e caiu.
Em seguida, Renan se aproximou de Karina e atirou nela de curta distância. Depois, deixou a arma no chão, retirou frasco com combustível da mochila, jogou nas gôndolas e ateou fogo. As imagens ainda mostram o momento em que o rapaz pegou a pistola no chão e foi para o fundo da loja.
Renan foi socorrido, mas morreu ao dar entrada no hospital. Aline também foi atendida pela equipe médica, mas não resistiu aos ferimentos. Karina Corim estava em estado gravíssimo no Hospital da Vida, em Dourados, para onde foi transferida. Durante a madrugada de hoje, faleceu.
A investigação preliminar da Polícia de Caarapó apurou que Karina e Renan se relacionaram afetivamente por dois anos e recentemente estavam passando por um término conturbado. Karina chegou a solicitar medidas protetivas de urgência na sexta-feira (31), mas não houve tempo hábil para intimação do agressor.
Se trata do primeiro feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul. Segundo dados da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), em janeiro do ano passado, três mulheres foram assassinadas pelos companheiros e, em fevereiro, há registro de cinco feminicídios.
Fonte: CGNews
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